O que aconteceu com a cidade
Senta aí, garoto. Um velho da quebrada vai te contar como Los Santos virou essa Distopia - do começo.
Você me pergunta o que foi que aconteceu, não é mesmo? Para isso preciso contar uma pequena história do começo.
Capítulo 1
A cidade que nunca dorme
Los Santos sempre foi conhecida como a cidade que nunca dorme, com o horizonte dominado de arranha-céus cobertos de luzes que refletem janelas como estrelas artificiais. Tinha barulho de motor e deixava cheiro de borracha queimada que trazia vida para as grandes avenidas enquanto os letreiros neon piscavam sobre inúmeros bares e clubes.
Em áreas mais “tranquilas”, as mansões pareciam observar de cima da montanha a rotina conturbada das festas luxuosas, enquanto ao sul, os becos escuros e mal cuidados - juntamente com o eco de sirenes e a movimentação constante de helicópteros - traziam a sensação de perigo e os barulhos constantes que definiam o lucro e a perda, a vida e a morte.
Curioso, não acha? Sempre senti sensações bem contraditórias. Ela é vibrante, viva e bela, mas ao mesmo tempo decadente, caótica e imprevisível. Dizem que tudo uma hora termina, mas eu acreditava que essa regra não funcionava aqui.
Capítulo 2
A Queda
Décadas de trabalho: reis e rainhas crescidos por cima de dinheiro, influência, armas ou corpos. Não foi do dia para a noite, mas tudo foi destruído.
Primeiro foram os mais visíveis e fiéis à sua história e à sua herança: Ballas, Vagos e Families, que existiam desde muito tempo antes de você nascer, foram os primeiros. OG's e líderes foram capturados e levados para prisões fora da cidade, ou simplesmente eliminados.
Quase ao mesmo tempo, em Sandy Shores, a Blaine County Sheriff's Office (BCSO) aproveitou para lidar com os motoclubes anarquistas. O ronco das motos parecia ter dado espaço para o “som” da tranquilidade. Por fim, qualquer outra organização menos influente ou visivelmente ativa foi posta na lista e investigada até virar pó.
Obviamente sobraram remanescentes de todos esses lugares, mas não existia mais a força da cor, dos uniformes ou dos coletes. Sem a capacidade de se reerguer ou salvar seus companheiros, todos que sobraram se dispersaram.
Como sempre me falavam: “O Sul não é o céu”. Não pra quem vivia lá.
Definitivamente isso foi um grande evento - planejado por anos, realizado em poucas semanas. A criminalidade foi engolida pela força policial, e agora a prefeitura tinha planos ambiciosos.
Capítulo 3
A Nova Cara
Mudar a cara e a história da cidade: reforma urbana remodelando bairros inteiros, estruturas antigas dando espaço para edifícios modernos, espaços visíveis e centros de vigilância. Muito dinheiro que antes não “existia” para melhorar a vida das pessoas que necessitavam agora era usado aos montes para trazer uma “nova cara” à cidade? Algo não está certo.
E foi aí que as coisas começaram a fazer sentido. A “queda” do Megamall, juntamente com a ascensão de grandes empresas que chegaram à cidade, tornou o poder das corporações cada vez mais evidente - e algumas delas passaram a possuir dinheiro e influência suficientes para transformar a cidade conforme fosse mais “conveniente”.
Não sei dizer se tudo realmente funcionou assim por uma preparação sem espaço para falhas, ou se foi sorte. A pergunta que fica é: a polícia realmente tem tanto poder assim? Aquela mesma polícia que crescemos vendo pelas ruas?
Capítulo 4
O Preço do Controle
O que antes era símbolo de liberdade e excesso hoje representava controle, repressão e incerteza. Muita coisa mudou desde a queda, e esse controle rígido. Você só não enxerga a corrupção e os conflitos do governo se não quiser - e eu não vou nem falar da situação nas ruas.
Mas essa atmosfera de tensão parece trazer novos ares
Los Santos não se tornou nenhum lugar perfeito. Um tipo de “resistência” começou a se formar, com as pessoas afetadas diretamente pelos acontecimentos dos últimos sete anos e com quem chegou em busca de uma vida melhor - vários pequenos grupos que pareciam sonhar com o “além” do que antes era só possível. O que antes parecia apenas um desejo distante começou a unir diferentes pessoas quando um pequeno grupo de criminosos improváveis mostrou que a cidade ainda podia sangrar: brincando com a confiança da polícia, executaram crimes modestos que, em tempos de controle absoluto, eram considerados impensáveis.
Cada um, à sua maneira, sonhando, tendo esperança, se agarrando aos amigos, familiares e companheiros para lutar pelo dinheiro, pelo espaço e pela vida - para que essa cidade reencontre sua alma em meio às novas paisagens e desafios, sem cair no absoluto da própria escuridão comandada pelo dinheiro. Para voltar a ter pelo menos um pouco da essência da Los Santos que todos amamos e não essa Distopia mortal.O que o futuro nos reserva? Espero estar aqui para ver isso tudo com meus próprios olhos
Comunidade
Pronto para escrever sua parte na Distopia?
O velho já contou a dele. Agora entra no Discord, leia nossas regras e vem fazer a cidade sangrar de novo (ou não).